A prorrogação da parcela de julho do custeio agrícola do produtor, aliada a um notório aumento de necessidade de compra por parte de algumas indústrias, vêm aumentando a cotação de fechamento dos negócios por mais uma semana.
A oferta segue restrita, com vendas sendo efetuadas pelo produtor nos patamares à vista, somente para fazer frente às despesas do momento. Para compras com pagamentos parcelados até o final do ano, o patamar praticado em torno de R$ 30,00, deixa o produtor mais satisfeito.
A indústria que entra comprando com esta condição realiza com mais facilidade. Porém, não deixa de ser uma aposta e se o mercado não andar de forma mais consistente, o custo financeiro do prazo fica alto demais para as margens que o arroz vem trabalhando.
O governo federal anunciou liberação de verba para aquisição de um milhão de sacos no Rio Grande do Sul como AGF ( aquisição do governo federal ). As regras ainda não foram divulgadas, mas se esta compra for a preço mínimo ( R$ 25,80 para o produtor ), não vemos muita chance de sucesso.
As ofertas de arroz Uruguaio, Argentino e Paraguaio seguem presentes, mas os patamares em dólar sofreram alguns aumentos e apesar de maior competitividade, os volumes praticados ainda são pequenos para o tamanho do mercado Brasileiro.
O cenário indica mercado firme, ainda com tendência de alta e possível tentativa de aumento do fardo por parte das indústrias entre o final de julho e agosto.